Kata e as métricas de fluxo

No dia-a-dia da gestão de fluxo precisamos ter alguns cuidados, digamos, rotineiros. Na Toyota, um dos fundamentos do grande sucesso do seu sistema de gestão, o Toyota Production System, é a execução do Kata. Mas o que é o Kata? Se trata de movimentos repetidamente realizados até que se obtenha a perfeição. A origem vem de mais distante. É uma prática milenar das artes marciais japonesas, onde os praticantes usavam o Kata para simular movimentos de uma luta.

Seguindo esta linha, tendo um foco na parte de métricas de gestão de fluxo, segue uma sugestão para realizarmos o Kata de análise de métricas.

  • Lead time: Numa avaliação do fluxo, uma primeira e importante avaliação é sobre o lead time. O lead time é a medida da agilidade do serviço avaliado. Mas aqui não devemos somente olhar um número específico num determinado momento. Deve-se avaliar a tendência do Lead Time. E ele deve ser avaliado por tipo de item que é tratado no sistema.
  • Throughput: mostra a capacidade de entrega do fluxo. Contar quantos itens são entregues por período nos ajudar a analisar a previsibilidade do serviço. Da mesma forma que o lead time, deve-se avaliar a tendência por tipo de item que é tratado no sistema. Tanto o lead time quanto o throughput podem e devem ser avaliados de forma gráfica.

th_mc_02

 

  • WIP: Avaliar se os limites de WIP estão sendo respeitados bem como avaliar a idade dos itens em processo é determinante para uma boa gestão de fluxo.
  • CFD: Cumulative Flow Diagram, é um gráfico muito poderoso que mostra a saúde do fluxo ao longo do tempo. Mostrará gargalos, taxas de entrada e saída, trabalho em processo e o que resta a ser feito.

Screen Shot 2016-09-29 at 10.49.34 AM

  • Demandas de falha: Ter a visão de quanto retrabalho está sendo processado no fluxo. E mais do que isto, teremos informações para melhoria de processos, aumentando a qualidade do serviço prestado.
  • Taxa de Entrada e Saída: O equilíbrio na capacidade do fluxo passa pela análise das taxas de entrada e saída de itens. Nos ajudará a entender a previsibilidade de entregas do fluxo.
  • Dependências: ter a visualização de dependências dos itens no sistema é importante para termos o entendimento completo da previsibilidade do fluxo.

Para todos estes pontos deve-se avaliar a tendência e suas variabilidade. Para tanto, devemos usar ferramentas estatísticas como percentil, histograma, gráficos de dispersão, gráfico de controle, média e desvio médio. Desta forma, com estas ferramentas, teremos condições de realizar uma boa gestão de fluxo, praticando o Kata de métricas de fluxo.

 

 

About The Author

Rodrigo Almeida de Oliveira

Accredited Kanban University Trainer (AKT), Kanban Coach Professional (KCP) and PMP®, Rodrigo Almeida de Oliveira has been working in the IT area for over 20 years and has solid experience in project management and software factories, working with agile approaches by more than 5 years. Rodrigo also has a master's degree in Engineering and Process and Systems Management, with emphasis on process improvement and optimization and quality through agile methods.

Deixe sua opinião!

Leave A Response

* Denotes Required Field